...like moving on clouds...

...like moving on clouds...
(Nome de movimentos em formas de taijiquan...)

20/04/2008

...Ciclos Lunares...( REGISTOS)





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Pois, saltei por cima da lua nova, talvez por não me parecer muito atraente o símbolo do ano .
Também saltei hoje a inexplicável distância a que me tenho votado _ e agora pergunto-me mesmo se seria simplesmente das areias ou da proximidade do que contemplo no mar…
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Assim perto, recuperei, i.e., recuperei-me um pouco, mas nem sei de quê.
Voltei a surpreender-me com a falta de cor que o cenário toma imediatamente depois de me recolher na luz dos olhos cerrados. A casa da água deu-me a possibilidade de manter as imagens do mar na superfície das pálpebras, sem longas buscas no avesso. Mas nem tudo permanece inalterado.
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Depois da aula matinal de ioga fui visitar a praia desse lugar. Trepei ao muro, mas fiquei longe do enquadramento que tentava refrescar. Nem doeu; além disso, o mar estava com falta de cor, turvo de agitado, as nuvens toldavam a cena e a chuva chegou pouco depois de vir embora.
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Não sei a quem perguntar se é possível não se esquecer alguém por não se ser esquecido _ ou se é apenas uma treta de mau esquecedor!

A que propósito o despropósito daquele reencontro fosco e …sei lá o quê?! Novamente o sabor de desencontros, isso sim, sempre sem explicação. O pior é que a frescura do tempo dos anjos cristalizada na incontestável fé nos sinais dos dias não tem sido um caminho tão certo como se apresentava, que digo, como eu o sentia _ assim sim.
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Não vou corrigir as frases densas; elas são a salvaguarda da minha confusão sempre presente quanto à explicação do meu lugar no meu mundo _ ou vice-versa. E este hermetismo, que em outros lugares/momentos poderá ser protecção, não é mais do que poeira estelar.



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Fui. Sem saber como pousar-me, estralejando de insónias de outros mundos, e que não queria, de troncos-obstáculos a colarem-se-me em cerco de matéria-fogo.
Lembrei-me de te lembrar o que podes fazer por mim; deixei-te fazer. E o leve alcançou-me, o olhar perdeu-se nos rastos entre nuvens.
Consegui sorrir e tive resposta num recanto de sol pálido e logo mais aberto; a cor chegou quase sem traços num cenário bem mais céu.
Sobretudo, fizeste-te mais próximo, com rendas e jade, e vesti os olhos de ti e chegaste-me à boca da alma… E voltei a encontrar a passada que não se importa de onde pousa.

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O bosque de troncos verdejou, bem pequeno, no longe das terras de César, onde nunca me tolheram a passagem _ desde que as visito entre tempos de ti, de nós, dos nossos esboços de sonhos sobre a esfumada terra do real.



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