...like moving on clouds...

...like moving on clouds...
(Nome de movimentos em formas de taijiquan...)

21/04/2008

..NAMORAMAR ...


REGISTOS ( CONT. )









Namoramar


03/03/0

O coração pequenino do pássaro azul _lembras-te? _bate grande no meio do peito.
A ameaça de chuva chama-me com a mesma veemência do mais límpido céu azul. Claro que tanta nuvem abre escassas perspectivas de vir a ter livre a visão do eclipse lunar. Mas a lua cheia está bem presente no espírito do dia, na tibieza do sol.
………………….

Em rasto de lua cheia voltei a sonhar, com gosto a desagrado. Só o registo, por ser facto tão raro ter lembrança de tais incursões. Mais raro ainda é ficar-me dentro o augúrio de coisas boas que me amparem no caminho por andar…


12/03/0

Quando descobri a expressão “ dar a volta ao texto “, algo em mim passou a ter nome, significado com território mapeado. Mais tarde, cheguei mesmo a dobrar as arestas de certas esquinas, a virar direcções da rosa-dos-ventos, a alienar bússolas certas e a fazer faróis de luzeiros sem órbita fixa.
É por esse motivo que me sinto menos eu, quando se estende a lista dos dias em estagnada confirmação.

A paixão é o nome da hiperestesia mentalizada e buscada. O frémito é visita de cerimónia e sem surpresa. É isso. A surpresa já não está presente no sempre de cada aqui.
Mas que alegria, a que traz o dia em que o pássaro azul, mistério perene, se agita no peito e no verde, ou cinzento, ou nada do cenário do então!...
A suspeita, o desejo, a interrogação cedem então o lugar àquela certeza imparável de que volto a ser sonhada, sem sombras nem pesadelos. Sem presenças, sem ausências, apenas próxima. Uma razão de existir, validada no outro lado do espelho.


14/03/0

Saí. Soltei amarras, destrocei laços de vãs esperanças, vis ressentimentos, ínfimos pressentimentos…estéreis.
Libertei-me: quando recordei a promessa de resgate antecipado, perdão de ainda inculpas. E ao fazê-lo caiu-me em cima _ e dos lados, e dos pés _ a liberdade que se atinha a fios semi-dilacerados, teimosos e rebeldes ao cair definitivo.
A minha garantia do infinito ficou-me tatuada no dentro.
Vou deixar o sol apropriar-se do território vago de atilhos. Todo o espaço do mundo,
à espera de nada…pronto para tudo!


16/03/0.

Namoramar. Este é o laço que vou estreitando

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20/04/2008

...Ciclos Lunares...( REGISTOS)





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Pois, saltei por cima da lua nova, talvez por não me parecer muito atraente o símbolo do ano .
Também saltei hoje a inexplicável distância a que me tenho votado _ e agora pergunto-me mesmo se seria simplesmente das areias ou da proximidade do que contemplo no mar…
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Assim perto, recuperei, i.e., recuperei-me um pouco, mas nem sei de quê.
Voltei a surpreender-me com a falta de cor que o cenário toma imediatamente depois de me recolher na luz dos olhos cerrados. A casa da água deu-me a possibilidade de manter as imagens do mar na superfície das pálpebras, sem longas buscas no avesso. Mas nem tudo permanece inalterado.
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Depois da aula matinal de ioga fui visitar a praia desse lugar. Trepei ao muro, mas fiquei longe do enquadramento que tentava refrescar. Nem doeu; além disso, o mar estava com falta de cor, turvo de agitado, as nuvens toldavam a cena e a chuva chegou pouco depois de vir embora.
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Não sei a quem perguntar se é possível não se esquecer alguém por não se ser esquecido _ ou se é apenas uma treta de mau esquecedor!

A que propósito o despropósito daquele reencontro fosco e …sei lá o quê?! Novamente o sabor de desencontros, isso sim, sempre sem explicação. O pior é que a frescura do tempo dos anjos cristalizada na incontestável fé nos sinais dos dias não tem sido um caminho tão certo como se apresentava, que digo, como eu o sentia _ assim sim.
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Não vou corrigir as frases densas; elas são a salvaguarda da minha confusão sempre presente quanto à explicação do meu lugar no meu mundo _ ou vice-versa. E este hermetismo, que em outros lugares/momentos poderá ser protecção, não é mais do que poeira estelar.



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Fui. Sem saber como pousar-me, estralejando de insónias de outros mundos, e que não queria, de troncos-obstáculos a colarem-se-me em cerco de matéria-fogo.
Lembrei-me de te lembrar o que podes fazer por mim; deixei-te fazer. E o leve alcançou-me, o olhar perdeu-se nos rastos entre nuvens.
Consegui sorrir e tive resposta num recanto de sol pálido e logo mais aberto; a cor chegou quase sem traços num cenário bem mais céu.
Sobretudo, fizeste-te mais próximo, com rendas e jade, e vesti os olhos de ti e chegaste-me à boca da alma… E voltei a encontrar a passada que não se importa de onde pousa.

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O bosque de troncos verdejou, bem pequeno, no longe das terras de César, onde nunca me tolheram a passagem _ desde que as visito entre tempos de ti, de nós, dos nossos esboços de sonhos sobre a esfumada terra do real.



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19/04/2008

...Desfazendo névoas...




Registos de fazer acontecer … a escrita




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Sem aviso, um fio de nostalgia desceu numa espiral de neblina emergente de nenhures, surpreendendo a pele feliz de sol e de tepidez, invadindo o agora com a sugestão de sombras antes longínquas, como frios restos de outroras por resolver. Decidi então, de peito feito para qualquer sugestão de ameaça à minha presente paz, soprá-la, desfazer aquelas voltinhas de quase nada, insidiosas, não_ insinuantes_ decidira eu, não foi?
Passei a voltear com elas, vendo-as abrirem-se à minha passagem, para apenas se multiplicarem em tentáculos de humidade. Decididamente, não reagem _ ou não reajo _ como queria. Atrás da frialdade vem o arrepio, já não aquele formigueiro que sugere a magia a incendiar o centro do existir, mas _ decidiste, não foi? _ lembrares-te que és, sempre que o desejes, todos aqueles instantes do tempo da luz em que dizias viver nos jardins e antecâmaras do paraíso.




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E eis-te aqui, para que o pensamento se transforme em matéria, e dessa decisão se faça a transmutação do efémero no permanente. Lêste-o, algures, e tiveste medo de acreditar _ o que desacreditaria todos os tempos de todo o tempo desperdiçado, os sonhos descartados , antes de saberes fazer a sua verdade.

Sorri, faz de conta que o hábito faz o monge, sobretudo lembra que és a luz que quase todos viam sem que o suspeitasses e basta apenas evocares o facto para que ele seja. E a música que trazias, se calhar era ela que te transportava à plataforma de alegria contida e muito mal disfarçada que sentias irradiar, impedindo as sombras de te cercarem ou porventura assustares-te, quando reparavas na estranheza de alguns desconfiados de tanta beatitude.


14/02/..



A verdade brincou com a coincidência num local que a maioria denomina realidade.Foi no ontem.
E continuo sem saber o que aconteceu; já me ocorreu deixar passar, pois nada aconteceu…

Fui passear-nos: a mim, à perplexidade e a nós; trazer-te ao céu, cenário de voos e impulsos alados; a mim, revisitar-te no olhar que raro ousaste. Mas o mar estava turvo, irrequieto na confusão de terra e águas, lutando ainda por supremacias. Um bando de sete pombas voou-me por cima, ultrapassando-me no caminho da vertical, reduzindo-me ao nível da dolente gaivota solitária. O nós continua intocado, por enquanto; ainda não sei o que vou escolher acreditar.


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17/04/2008

...VIAJANTES DAS NUVENS...

VIAJANTES DAS NUVENS



...

E os oceanos

Vieram em oferenda

E em entrega;

E entre a humildade e a fraqueza

Tiveram a força

De vir sorrindo.



As dúvidas permanecem

Mas o mar trocou

Um pouco

O seu lugar com o céu.

E nessa troca se celebrou

A ponte que,

Desde esse

Então,

Por vezes une

Os viajantes das

Nuvens...

......
02/02