...like moving on clouds...

...like moving on clouds...
(Nome de movimentos em formas de taijiquan...)

11/05/2008

...Do Tempo Das Asas...

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....Do Tempo Das Asas...

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Continuo a fintar as nuvens de nostalgia quando me venho debruçar na tela de alguns tempos…Afinal, tinha-me dedicado ao culto da esperança certificada, a certeza de algo melhor e mais sublime que sentia provir de um futuro com muito pouco de linear…, fruto de uma secreta e indistinta bússola, parente dos sorrisos que trago das visitas à fonte…

Era a instância das palavras caindo como gotas destiladas da emoção pura, escorrendo da flor dos sentidos para o papel em alinhamentos virgens de retoques ou mentalizações.

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O sofrimento que ainda rejeitas tem-se acumulado em volta, não distingues é se as arestas mais agudas se viram para fora, se para dentro. O

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Pois, parece que deixei em suspenso o efeito “porco-espinho”…Será uma das contingências relacionadas com o animal símbolo do ano?
Conseguirei exorcizar o conteúdo, até aqui mal ventilado, da mágoa que deixei acrescentar-se em meu redor, sem ter ainda a certeza de onde provém?

A luz dos dias é agora uma conquista ao movimento linear e convencional do tempo, um esforço da mente em trabalho substituto da certeza iluminada do tempo das asas.De quando em vez, pulsa até ao presente o pensamento _ ou sentimento _ que em determinada e indefinida altura povoou as minhas certezas.

Então é firme a noção de ser todos os instantes, havidos, supostamente perdidos, e ainda aqueles por haver. Assim como o conhecimento (certeza, não pode ser; pressupõe dúvida, o que nem se coloca!) de que apenas digo a outros o que se aplica a mim, ou vice-versa, nesse jogo da verdade mundanamente escondida de que somos todos a mesma face, do mesmo rosto, num mesmo corpo _ não podemos desprezar-nos_ e também: temos mesmo é de amarmo-nos!
Belo álibi para um qualquer cultista do ego!

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Regresso com renovado interesse ao desenrolar das instâncias em que me sentia tão próxima do que poderia ser o melhor de mim: aquelas descobertas tombando, não, gotejando das alturas, de alguma destilaria sublime, alquimia pura de desconhecimentos e sabedoria intrincadamente enredadas mas subitamente simples...

Enfim, cá me debato com o vazio palavroso, ferramenta mais ingrata para pintar interiores de gente!...

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...NEBLINAS...

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...NEBLINAS...

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04/07/0.



Pois é… é que as palavras parece que já não me falavam… as pausas seguiam-se às pausas, os silêncios fizeram os dias palrarem de cuidados de outros… impérios, quiçá mesmo ditaduras…

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Tenho trabalhado mal, formatado um mundo bem mais duro, pois cheguei a concluir que me falta _ e faz falta _ delicadeza. “In the end, only Kindness matters”. E no princípio, e pelo meio, através do tudo, tem-me faltado delicadeza.

Mas hoje tive/ste de trazer-te e trazer-me ao espanto, registado, registe-se, de ver que o mar saiu a passear. Está lá longe, visita a pele de alguns que se banham, é certo, mas de longe.

E o som…ressoa surdo, de longínquo, nada de violento ou tumultuoso, mas trouxe-me à presença da vertigem, tão sugestivo é, este eco de si em mim: ao longe…


Há bruma, leve, leve, nesta hora de sol a pique; a humidade amacia o ar de hora de menos prana _ mas a vertigem aderiu à minha estranheza… e tive de desistir de me entregar ao movimento, por suspeita de poder soltar-me mesmo…

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Não consigo explicar o que me toma e a minha firmeza é mais de fazer força do que ser forte…


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O mar apenas respira na borda da praia – só que esta está enorme espraiando-se pelo ex-mar adiante_ e mantém-se estendido, adormecido pelo horizonte afora, terminando atrás da minha nuca, bem podia, tudo igual, prolongando-se na redoma total, excepto pelo amarelo e vermelho plástico das cadeiras que me seguram no aqui.


Até a normalidade do serviço, conhecido desde outros anos, se alterou hoje : e iam dar-me cafeína a rodos: quem sabe se deveria ter deixado?


O livro que... ..


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... O Tempo do Deserto...



O livro que iniciei talvez seja forte demais para um período sem amarras como o que atravesso: parece falar de esquinas entre o cá e o lá, jogo de lâminas/desafios de controlo, mente/desmente/demente



Volto então ao mar; ao sol, ao ar que, de tão rebelde, se me tornou dolorosamente adverso, sublinhando a privação de âncoras. Mas ontem estive perto de energia humana e devo reconhecer que favorável e gentil, ainda que em breve passagem...


As brincadeiras oraculares no computador também assistiram a não me sentir tão alienada de realidade_ engraçado e irónico, até, este facto.
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Vou esforçar-me por laborar mais a disciplina do registo; custa-me de certo modo, nem sei bem qual, falar no retorno à palavra... Sinto-me ainda afastada do que me habituei a sentir quando usava esses termos. Projectos, sentimentos, são "coisas" longínquas e ficcionais, e o "deserto" feito pela agitação de presenças alheias numa massa incómoda e indesejada acaba por ser algo mais parecido com infértil e árido.


Conclusão: reformular vocabulário é mesmo urgente e as metáforas terão de me ser favoráveis como copas frondosas e frescas em tempo de secura...
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Desfolhou-se um dia.
Dia de retempero, sem dúvida alguma. Azul celeste, de dentro a fora, em cima em baixo; e até em redor as rajadas, mais suaves, foram-me mais doces.
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Bons auspícios, desde a consulta da manhã_ e ainda era manhã!
Vou ter de escolher sonhos, projectos. Depois, escrevê-los. Ou será que consigo decidir-me sem tanta aflição se os escrever primeiro, fazendo desse registo prioridade e testemunho irrevogável?
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A pergunta mais dominante permanece, continua sem resposta. Decidi ontem submetê-la ao oráculo oferecido pelos meus novos recursos. Entre nascimento e impedimento na mutação fiquei na mesma... ou não? Vá lá! Estás assim a salvo, então! Melhor resposta está visto que não se arranja... Mas porquê insistir em tentar entender, porquê... Ai, que puxões de orelhas!...
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Mas tenho de perdoar-me; preciso de ser mais suave e ter mais delicadeza, pois não é?

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...LEIT-MOTIV...

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...FAZER VERDADES...


Nada aconteceu…as palavras são um "leit-motiv", só que não distingo se me sossego, recrimino ou interrogo.
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Mas o certo é que o centro pareceu ter-se reinstalado, os passos tornaram-se ponderados e no entanto leves, a calma quase me levou ao sono antecipado, e eu decidi continuar a guardar a perplexidade por desembrulhar: o efeito continua a ter o efeito. A noite foi também mais inteira, o despertar a prestações menos inquieto. Nada da luz que então conhecera ao chegar ao dia _ fosse ele o mais tempestuoso ou simplesmente enevoado _ mas nada de esforço em aceitar a que veio.
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Alguma raiva _ palavra à partida rejeitada… _ teima em irromper perante a fatia de realidade insuficiente, parca, quase parva. Não importa, decides dispersá-la na perplexidade sobrante, num deliberado adiar da leitura; afinal, nada se passou _ escreveste.
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Agora acrescento : vê o que pretendes que se tenha passado. Porque tudo se (re)iniciou e quando a palavra se fez, o que “não se passou” deixou de ser inexistente. Dê-se-lhe espaço, tempos, forma. Sê cuidadosa e segue, i.e., dá existência, faz verdades.
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Fantástico, que só agora, aos mais de…, tenha tomado contacto com o escrito de H.H.. Tinha que ser: a minha viagem ao país da manhã tinha de acontecer-me antes de poder vir a ser revivida na dele. Assim como tinha de conhecer as opções em Siddartha. Vou ter que apurar da etimologia de Fatme...
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“As palavras não deverão mesmo ser tábuas de salvação da luz que alumia os dias, como se ela se estivesse desvanecendo com a poeira de distâncias, ou para não resvalar no conceito de sombras.Far-se-ão antes ponte por onde acudirão os lampejos invocados, pois como decidi, não deixarei que apenas compareçam como evocação. Saudosismo é interdito nas áreas nobres do léxico-dos-dias que escolho.”
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