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...FAZER VERDADES...
Nada aconteceu…as palavras são um "leit-motiv", só que não distingo se me sossego, recrimino ou interrogo.
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Mas o certo é que o centro pareceu ter-se reinstalado, os passos tornaram-se ponderados e no entanto leves, a calma quase me levou ao sono antecipado, e eu decidi continuar a guardar a perplexidade por desembrulhar: o efeito continua a ter o efeito. A noite foi também mais inteira, o despertar a prestações menos inquieto. Nada da luz que então conhecera ao chegar ao dia _ fosse ele o mais tempestuoso ou simplesmente enevoado _ mas nada de esforço em aceitar a que veio.
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Alguma raiva _ palavra à partida rejeitada… _ teima em irromper perante a fatia de realidade insuficiente, parca, quase parva. Não importa, decides dispersá-la na perplexidade sobrante, num deliberado adiar da leitura; afinal, nada se passou _ escreveste.
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Agora acrescento : vê o que pretendes que se tenha passado. Porque tudo se (re)iniciou e quando a palavra se fez, o que “não se passou” deixou de ser inexistente. Dê-se-lhe espaço, tempos, forma. Sê cuidadosa e segue, i.e., dá existência, faz verdades.
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Fantástico, que só agora, aos mais de…, tenha tomado contacto com o escrito de H.H.. Tinha que ser: a minha viagem ao país da manhã tinha de acontecer-me antes de poder vir a ser revivida na dele. Assim como tinha de conhecer as opções em Siddartha. Vou ter que apurar da etimologia de Fatme...
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“As palavras não deverão mesmo ser tábuas de salvação da luz que alumia os dias, como se ela se estivesse desvanecendo com a poeira de distâncias, ou para não resvalar no conceito de sombras.Far-se-ão antes ponte por onde acudirão os lampejos invocados, pois como decidi, não deixarei que apenas compareçam como evocação. Saudosismo é interdito nas áreas nobres do léxico-dos-dias que escolho.”
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