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…Interregno …
…Tomando Fôlego…
…Tomando Fôlego…
Venho até ti, venho até aqui, pois
É aqui que o mar tem os postigos das sereias
É aqui que o mar tem o berço das neblinas
É aqui que o vento cavalga as ondas em corcéis de crina de espuma
É aqui que venho ouvir, nessa voz verde e sombria, o recado da concha mais funda
É aqui que venho procurar, nos dias de luz exígua, o brilho do olhar da alma do mundo
É aqui que venho abrir a caixa de mágoa ou fraqueza e
é aqui que deixo entrar a bênção ou esconjuro em incensário imenso de constante ondular
É aqui que venho entregar, de peito cheio e contente, a minha parte de mar sonhado
que os poros da alma consentem
É aqui que bebo a força quando a nortada enfraquece
É aqui que não estou só, voando à altura de gaivota
É aqui que me norteio, em rosa de ventos trocados…
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