...like moving on clouds...

...like moving on clouds...
(Nome de movimentos em formas de taijiquan...)

19/04/2008

...Desfazendo névoas...




Registos de fazer acontecer … a escrita




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Sem aviso, um fio de nostalgia desceu numa espiral de neblina emergente de nenhures, surpreendendo a pele feliz de sol e de tepidez, invadindo o agora com a sugestão de sombras antes longínquas, como frios restos de outroras por resolver. Decidi então, de peito feito para qualquer sugestão de ameaça à minha presente paz, soprá-la, desfazer aquelas voltinhas de quase nada, insidiosas, não_ insinuantes_ decidira eu, não foi?
Passei a voltear com elas, vendo-as abrirem-se à minha passagem, para apenas se multiplicarem em tentáculos de humidade. Decididamente, não reagem _ ou não reajo _ como queria. Atrás da frialdade vem o arrepio, já não aquele formigueiro que sugere a magia a incendiar o centro do existir, mas _ decidiste, não foi? _ lembrares-te que és, sempre que o desejes, todos aqueles instantes do tempo da luz em que dizias viver nos jardins e antecâmaras do paraíso.




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E eis-te aqui, para que o pensamento se transforme em matéria, e dessa decisão se faça a transmutação do efémero no permanente. Lêste-o, algures, e tiveste medo de acreditar _ o que desacreditaria todos os tempos de todo o tempo desperdiçado, os sonhos descartados , antes de saberes fazer a sua verdade.

Sorri, faz de conta que o hábito faz o monge, sobretudo lembra que és a luz que quase todos viam sem que o suspeitasses e basta apenas evocares o facto para que ele seja. E a música que trazias, se calhar era ela que te transportava à plataforma de alegria contida e muito mal disfarçada que sentias irradiar, impedindo as sombras de te cercarem ou porventura assustares-te, quando reparavas na estranheza de alguns desconfiados de tanta beatitude.


14/02/..



A verdade brincou com a coincidência num local que a maioria denomina realidade.Foi no ontem.
E continuo sem saber o que aconteceu; já me ocorreu deixar passar, pois nada aconteceu…

Fui passear-nos: a mim, à perplexidade e a nós; trazer-te ao céu, cenário de voos e impulsos alados; a mim, revisitar-te no olhar que raro ousaste. Mas o mar estava turvo, irrequieto na confusão de terra e águas, lutando ainda por supremacias. Um bando de sete pombas voou-me por cima, ultrapassando-me no caminho da vertical, reduzindo-me ao nível da dolente gaivota solitária. O nós continua intocado, por enquanto; ainda não sei o que vou escolher acreditar.


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