...like moving on clouds...

...like moving on clouds...
(Nome de movimentos em formas de taijiquan...)

17/05/2008

...FA(?)TOS USADOS...

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A cada dia há que reinventar a força de sonhar a vida que queremos que seja…




Fui ver o filme. À partida, não tinha qualquer campo de expectativa acima do horizonte; fui por curiosidade, para poder manifestar-me _ caso surgisse a oportunidade, ainda que remota _ de poder vir a fazê-lo em primeira-mão. Era um documentário, género que habitualmente não me atrai, mas fui aderindo, com alguma surpresa, presa pela inteligência e discernimento, que, em vez de discriminar, integrava assumidamente o jogo de contrastes, sem separação! Passei do aperto de coração ao riso pela mão suave da subtileza…Enfim: gostei mais do que previra... e deixei-o registado na “prateleira”: o humor bate tudo!!; a necessidade aguça o engenho...; o amor cura o mundo...minha leitura...demasiado rápida, mas humilde, perante o resto. E deixei um sorriso e uma saudação animada...
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Passou o tempo do meu “intermezzo”_ paralelo_e, ainda girando como num torvelinho, tentando gerir dois universos momentaneamente tangenciais, mas a velocidades diferentes, tratei de despedir-me daquela prateleira suspensa no espaço virtual, onde pingava breves notas das ondas de interferência que esse tempo/ balão de oxigénio trazia ao ritmo comiserado dos dias _ que pareciam perder algum brilho no logo-após….
Cada parcela fora um sol acrescentado.


...E sim, era confortável imaginar ter um interlocutor virtual menos imaginário do que é suposto existir na criação literária, e “saber” de afinidades que cimentam a ideia formal de ligação/ adesão...pronto, está bem, algum fascínio... mas de redes tecidas a nível mental...

A ideia acabou por me agradar e deixou-se ficar, de modo que a promovi, de prateleira, a gaveta, titular, com direito a cantos, recantos e possibilidades de amontoar algum material, até em ângulos oblíquos, …por um certo incerto tempo…Até deu para me pôr a idealizar como seria passar um tempo a experimentar a plasticidade das palavras, metaforizando em língua estrangeira; bom, para quem passa por vezes alguns períodos no limbo que é a inter-língua…talvez, quem sabe…é que há línguas maternas, mas também as haverá madrastas, não? Penso que conheço casos desses…


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..."Sempre que alguém acreditou que podia mudar o mundo, o mundo mudou" -frase publicitária numa carta duma seguradora que hoje o universo fez depositar na minha caixa de correio… "A" material!!

Não consegui ficar impávida: é uma das minhas frases-citação de eleição( ou colecção…), tal como a de Albert Einstein, que diz que só podemos ver o mundo de duas maneiras :”Ou que tudo na vida é milagre, ou nada o é..” Não é importante saber isso por palavras...está inscrito no cerne da minha vida...mais recente (tantas as peles que foram ficando pelo caminho...); mas rodeio-me delas porque há tempos de incertezas...de matizes descoloridos...tapetes que fogem...asas cansadas...
E hoje isso aconteceu porque a chama que tenho que alimentar a cada despertar tem andado intranquila...e não lhe tem sido fácil afastar o medo-papão...de que não seja mais importante sonhar do que ser-se sonhado(a) ...imperdoável fraqueza!

…E então tem de ser lembrada do que já traz tatuado, só que pelo avesso, herança de vividas epifanias: não desistir do sonho, da fé ...no "amor e humor" _ a panaceia para os males da alma que forja o mundo...
E é quase... constrangida, que segue a reforçar-se na proximidade dos rastos de faróis dessa luz, azul/esperança, nos ecos de vozes de arco-íris....

Obrigada, a todas essas vozes, por saberem, tão melhor e em beleza, iluminar os sonhos do mundo _ quiçá, também, ao serem guerreiros contra medos-papões pessoais é que se fazem ícones de nossas coragens...

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